A família brasileira esquartejada em um residencial do vilarejo de Pioz, a 60 km de Madri, era paraibana e vivia na Espanha havia três anos. O anúncio das identidades foi feita por parentes em João Pessoa, que desconfiaram das circunstâncias do crime e procuraram o Consulado do Brasil em Madri – que teria feito a confirmação.

As vítimas são Marcos Nogueira, de 39 anos, que trabalharia como gerente de restaurante na Espanha; sua mulher, Janaína Santos América, de 39; a filha de 4 anos; e o filho de 1 ano. A informação foi dada à imprensa em João Pessoa por Eduardo Bráulio, cunhado de Janaína.
Ele relatou que havia semanas não falava com a família, mas que isso era normal, até por uma mudança recente de residência. Bráulio procurou a imprensa também como forma de buscar informações, uma vez que as autoridades espanholas decretaram sigilo no caso.

Entre as informações iniciais, estaria só a de que os pais não apresentavam antecedentes criminais. Apenas o DNA confirmaria as identidades.

De acordo com a imprensa espanhola, a principal linha de investigação ainda é de um possível “acerto de contas”, que poderia ou não incluir um problema com drogas. Nesta segunda, o Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha orientou primeiras diligências e necropsia.

No domingo, um vizinho sentiu “um forte cheiro” vindo da casa na Rua de Los Sauces e decidiu chamar a polícia. Ao chegar à casa, os investigadores encontraram o imóvel fechado e ninguém respondeu os chamados para abrir a porta. Como consequência, tiveram de solicitar uma chave reserva.

Ao entrar no chalé, notaram seis sacolas de plástico grandes na sala, de onde vinha o cheiro. Não havia sinais de arrombamento, o que pode indicar que as vítimas conheciam o assassino e o deixaram entrar. O modo como os sacos estavam, atados com fitas, também pode indicar que o assassino tentaria posteriormente descartar os cadáveres em outro local.

Consternação. O prefeito de Pioz, Ricardo García, afirmou que os moradores da região, e sobretudo do residencial, estão consternados. Ninguém via a família desde o dia 22 de agosto – que seria a data próxima de quando teria acontecido a chacina.

Os brasileiros teriam chegado no dia 21 de julho a Pioz, vindos de Madri. Vizinhos relataram que a família era reservada. No entanto, muitos colocaram em dúvida a possibilidade de os brasileiros estarem “em fuga”. O pai chegou a ser visto por várias vezes fazendo compras despreocupadamente na área central do vilarejo, uma vez que a família não tinha carro. /

ESTADÃO COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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