O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, acolheu denúncia contra o líder do Governo Temer na Câmara Federal, o paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), por suposta prática de associação criminosa. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria Geral da República.

Na mesma decisão, o ministro Fachin acolheu ainda pedido feito pela Procuradoria Geral da República, ainda sob  o comando do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, para que fosse aberto novo inquérito para investigar Aguinaldo e mais dez parlamentares pelos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por supostos repasses indevidos de recursos pelo grupo Queiroz Galvão a congressistas, por intermédio do Diretório Nacional do PP, em diversas datas de 2010.

O inquérito recebeu o número 4631.

Fachin também determinou que a defesa do paraibano apresente resposta à acusação, nos termos do artigo 4º Lei 8.038/1990, no prazo comum de 15 dias.

Além de Aguinaldo, foram denunciados Arthur César Pereira de Lira, Benedito de Lira, Ciro Nogueira Lima Filho, Eduardo Henrique da Fonte de Albuquerque Silva, Francisco Oswaldo Neves Dornelles, João Alberto Pizzolatti Junior, José Otávio Germano, Luiz Fernando Ramos Faria, Mário Silvio Mendes Negromonte, Nelson Meurer e Pedro Henry Neto.

A equipe do Paraiba.com.br entrou em contato com a assessoria do parlamentar, que informou que Aguinaldo não vai conceder entrevistas sobre o assunto. Uma nota oficial deve ser emitida pelo gabinete do deputado em Brasília.

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