A manhã desta segunda-feira, (13) foi marcada por mais um dia de protestos em Santa Rita. Os servidores públicos municipais, realizaram mais uma assembléia itinerante, desta vez, no bairro Heitel Santiago. As ruas do bairro foram percorridas em caminhada e carreata com carro de som, professores, e pessoal de apoio da Educação, conclamaram a população a saírem às portas, para verem e ouvirem, sobre a falta de diálogo da gestão Panta. O prefeito não recebe os servidores, e nos últimos meses vêm retirando direitos adquiridos por Lei, como gratificações, 1/3 de férias e licenças diversas.

Uma das participantes foi a sindicalista Marileide Moura, ela destacou que desde quando Emerson Panta assumiu, só tem aumentado a folha de pagamento, contratando pessoas com salários exorbitantes, como por exemplo; auxiliares de serviço, serventes de pedreiro dentre outros, os mesmos recebem salários maiores que pessoas concursadas e com mais de 10 anos de serviço público.

Marilene falou que com os cortes feitos por Panta, com o decreto nº 034/2017, apelidado pela população de “pacote de maldades”, o gestor feriu direitos constitucionais, e atingiu apenas aos que entraram no serviço público pela porta da frente, ou seja, através de concurso. Enquanto aos que foram contratados e exercem cargos de confiança do gestor, absolutamente nenhuma das pessoas foram atingidos, e continuam recebendo seus “supersalários”.

Uma das moradoras do bairro aproveitou o protesto e pediu voz ao microfone. A Sra. Josineide Araújo e sua filha, de apenas seis anos de idade, estão correndo risco ao sair de casa para estudar, pois, a única escola municipal do bairro está sem vigilante há meses. Várias vezes sua filha precisou sair da escola às 9h da manhã por falta de merenda escolar.

Segundo ela, único PSF do bairro não tem médico. Funciona em condições precárias numa casa alugada, e para aplicar uma injeção muitas vezes funcionárias do PSF tiram do próprio bolso para comprar seringa, álcool e algodão.

“Nossas crianças estão entregues ao Deus dará, o prefeito não manda vigilante para a escola, nossos filhos estão se arriscando, pois pode entrar alguém na escola e fazer o mal, tanto aos nossos filhos como aos funcionários. Estou com muito medo e penso em tirar ela da escola”, enfatizou.

Servidores que estavam no protesto, informaram que o gestor realizou um corte brusco de direitos dos efetivos e concursados. Mas, a imprensa noticiou a abertura de uma licitação no valor de mais de um milhão de reais apenas para uma agência de publicidade fazer propaganda da gestão, bem como criou uma nova secretaria onde acrescentou valores aos salários de secretário, adjunto, diretores e demais servidores, aumentando mais folha de pagamento, cujo teto já foi ultrapassado com comissionados e seus supersalários, Portanto, o prefeito se recusa diminuir esses supersalários e economizar com futilidades e ignora Leis vigentes. E o pior, está diminuindo proventos de servidores aposentados.

De acordo com o Professor Valdir Lima, o gestor não tem cumprido com suas promessas de campanha, congelou os salários do pessoal de apoio, não repassou o aumento do salário mínimo e desde janeiro passado não cumpre o piso nacional dos professores e prevê uma futura greve.

“Se em 2018, Emerson Panta não pagar o nosso 1/3 de férias, que é garantido constitucionalmente, vamos iniciaremos o ano letivo com uma greve, nós estamos aqui apenas reivindicando o que é nosso, nenhum direito à menos.”, destacou.

A direção do SINFESA, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santa Rita, informou que à partir da semana que vem, as assembleias itinerantes continuarão, agora percorrendo toda a zona rural do município, denunciando o descaso de Emerson Panta com os servidores públicos e convidando toda comunidade à expor o abandono naquelas localidades.

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