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Médico morre com suspeita de leishmaniose; Saúde confirma cinco casos da doença

O médico pediatra José Leonan Fernandes Júnior, 47 anos, morreu nesse domingo (20), no Complexo Hospitalar de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa, suspeito de ter contraído leishmaniose. A Secretaria Estadual de Saúde informou que está acompanhando o caso e aguarda resultados de exames para comprovar a doença.

De acordo com a direção do hospital, o médico estava internado há dez dias e deu entrada na unidade com o quadro de saúde delicado. Ele recebeu todo acompanhamento médico, mas não resistiu às complicações e morreu nesse domingo (20). O corpo do médico foi sepultado na manhã desta segunda-feira (21), no Cemitério da cidade de Uiraúna, no Sertão do estado a 476 km de João Pessoa.

Um levantamento feito pela Secretaria de Saúde da Paraíba apontou que cinco casos da doença foram confirmados este ano no estado, até 11 de março. Em 2015, foram 44 registrados de leishmaniose visceral em humano com sete mortes.

Dados da MSD Saúde Animal, referência mundial no controle e na prevenção da leishmaniose visceral canina, colocaram a Paraíba como uma região endêmica com relação à leishmaniose.

Como evitar a doença

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, a manutenção de jardins, realização de podas e retiradas de entulhos são alguns dos cuidados que devem ser realizados pelos paraibanos para evitar a proliferação do mosquito-palha, vetor que contamina o ser humano com o parasita da leishmaniose.

Além disso, a Saúde também orienta a limpeza de quintais; retirada e condicionamento em sacos plásticos das folhas e frutas caídas ao solo; evitar a criação de aves em áreas urbanas; e manter madeiras sobre estrados com altura mínima de 40 centímetros do solo. O bom condicionamento sanitário dos cachorros e do ambiente em que ele vive também é um dos fatores listados para evitar a proliferação do mosquito e da doença.

Leishmaniose

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença endêmica no Brasil, de alta letalidade. Ela é causada por um protozoário e provoca alterações nos rins, fígado, baço e na medula óssea, e transmitida ao cão e ao homem por meio da picada de um mosquito que tem sido encontrado em todas as regiões do país. A doença pode matar o cão e colocar em risco a vida das pessoas que convivem com ele. Os sintomas são apatia, perda de peso e aumento do volume abdominal. Nos animais, provoca ainda feridas na pele. Para os cães infectados com leishmaniose visceral, o Ministério da Saúde recomenda a eutanásia.

 

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