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quarta-feira, 23 setembro , 2020

ATENTADOS NA BÉLGICA DEIXAM PELO MENOS 28 MORTOS

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Explosões aconteceram a pouco mais de uma hora.

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A Procuradoria da Bélgica confirmou que foram atentados coordenados as três explosões registradas por volta das 8h15 (4h15 de Brasília) desta terça-feira (22) em Bruxelas, na Bélgica, — duas no aeroporto internacional da capital, perto dos balcões de check-in no terminal de embarque, e outra na estação de metrô de Maelbeek, localizada próxima a edifícios da União Europeia.

Ao menos uma das explosões foi provocada por um homem-bomba.

Ao menos 28 pessoas morreram — 15 no metrô e 13 no aeroporto — e 55 pessoas ficaram feridas, segundo um balanço provisório divulgado por Pierre Meys, porta-voz dos bombeiros. “É possível que encontremos outras vítimas”, completou.

O governo belga já elevou ao nível máximo o alerta para ataques terroristas, já que as explosões ocorrem quatro dias depois da prisão de Salah Abdeslam, suspeito de ter participado da série de ataques terroristas em Paris, em novembro do ano passado, que deixou 130 mortos. A polícia da Bélgica está em alerta desde então por conta de possíveis represálias.

Ontem, a polícia havia divulgado que um cúmplice de Salah estava ainda foragido. Trata-se de  Najim Laachraoui, 24. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.

Rudi Vervoort, presidente da região onde se encontra o aeroporto, confirmou ao “Libre Belgique” as duas explosões no local e disse que o protocolo de emergência já foi ativado.

Segundo o jornal “Le Soir”, o porta-voz do ministro do Interior afirmou que a prioridade neste momento “são as vítimas e a segurança” na região. As autoridades pediram à população que não se desloquem à região aeroportuária da capital europeia.

A agência de notícias local “Belga” informou que tiros foram disparados no aeroporto e que houve alguns gritos em árabe pouco antes das explosões.

Imagens feitas no local mostraram uma densa fumaça saindo de um dos terminais do aeroporto, enquanto dezenas de viajantes corriam para fora do recinto com malas.

 

UOL/com Reuters

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Redação
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