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quarta-feira, 23 setembro , 2020

Comunidade usa canoa furada para atravessar rio após chuva ‘levar’ ponte em Santa Rita

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Cerca de 40 famílias da comunidade Usina Santa Rita, na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, estão utilizando uma canoa furada para poder ter acesso à área central da cidade. As chuvas do final de semana na Região Metropolitana da capital paraibana, que atingiram a marca de 312,2 milímetros entre a sexta-feira (15) e a segunda-feira (18), arrastaram a passarela que ligava a comunidade ao restante da cidade após aumentarem o volume do Rio Paraíba no domingo (17).

Os moradores da comunidade precisam usar a canoa, que tem dois furos na proa e é movida a remos, para ter acesso à escola, ao trabalho e ao comércio. O eletricista Ito Ogami, morador da comunidade, conta que é preciso praticamente uma força-tarefa para que a travessia seja completada. “O único meio de transporte que sobrou foi essa canoa, que está em situação precária, cheia de buracos. Aqui, enquanto o pessoal rema, outros têm que ficar tirando água”, comentou.

A Prefeitura informou que está tomando as providências necessárias para o conserto da estrutura da ponte e que contratou canoeiros para suprir, em caráter emergencial, a falta da ponte e realizou a compra de dez coletes salva-vidas para que a passagem seja feita de forma segura.

O pedreiro Francisco de Assis Santos comentou que a passarela usada como ponte já estava em condições precárias, com tábuas soltas. “Agora vamos ter que esperar o rio baixar para tentar colocar ela de novo. As condições das tábuas… estão todas quebrando. Quando quebra, cai até moto. Já vimos vários acidentes aqui”, relatou. Para visitar o pai que está doente, Lindinalva de Lima precisou vencer o medo de seguir na canoa. “Já sou acostumada, me criei aqui”, completou.

Para o canoeiro José Luiz de Brito, a canoa não afunda porque eles controlam o limite de pessoas que fazem a travessia. “Ela está com um buraco na frente e vazando muito por trás. A canoa está rodando porque a gente está fazendo milagre. Se botar mais gente, ela afunda por causa do buraco na frente, que é muito grande”, acrescentou o canoeiro. Os moradores diminuíram a fenda na embarcação com pedaços de pano, mas não tem ajudado muito.

Antônio Toscano, morador da comunidade Usina, relatou que as famílias procuraram a Prefeitura de Santa Rita várias vezes para que ela cedesse uma nova canoa, que não oferecesse risco aos moradores, mas em nenhuma delas tiveram êxito. “A gente sabe que tem o orçamento da canoa, tem tudo lá [na prefeitura] e eles não fizeram nada. Chegaram a vir aqui, olharam, mas até agora nada”, completou.

Enquanto os moradores aguardam uma posição do poder público, seguem se arriscando na travessia, como relata a dona de casa Rejane Martins. “Aqui a gente tem criança, tem gente de idade, tem bebêzinho. E como é que fica a população? Quem sabe nadar, é bom. Mas e quem não sabe? A gente quer uma solução antes de acontecer algo pior”, lamentou a moradora da comunidade Usina Santa Rita.

A Prefeitura de Santa Rita informou, por meio de nota, que está com equipes da Secretaria de Infraestrutura, da Defesa Civil e com o próprio prefeito nas ruas desde o último sábado, para tentar amenizar todos os problemas.

A Prefeitura reiterou que os cuidados para evitar que transtornos como esse aconteçam vêm sendo tomados desde o início da gestão (como a dragagem do Rio Preto), e está fazendo tudo que é possível para amenizar o sofrimento das pessoas diretamente envolvidas.

Idosos e crianças utilizam canoa como meio de transporte na comunidade Usina Santa Rita (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Idosos e crianças utilizam canoa como meio de transporte na comunidade Usina Santa Rita (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Atualizado 20/04/2016

O prefeito Netinho comprou uma canoa e 10 coletes salva vidas para ajudar na travessia, já o deputado Zé Paulo comprou outra canoa, agora a população conta com duas embarcações.

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Redação
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