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Escolas de Santa Rita podem fechar as portas

Dos caminhos que podemos seguir na vida, o dos estudos certamente é um dos mais importantes. É a partir dessa estrada que temos a oportunidade de chegar onde queremos.

A escola oferece a chance de se aprender sobre várias disciplinas e a viver em sociedade respeitando as diferenças. É nas escolas onde teoricamente, nos preparamos para escolher a profissão que queremos seguir.

Marciele Trajano e sua família vivem no Sítio Utinga, na zona rural de Santa Rita. Eles se mantém da agricultura familiar. Na casa moram ela, o pai, o irmão e Giselly, filha de Marciele. A criança tem cinco anos de idade e passou para a primeira série do ensino fundamental. Foi uma felicidade pra toda família.

A mãe já tinha até comprado o material escolar, quando soube que as Escolas Municipais de Aterro e Presidente João Suassuna seriam fechadas pela prefeitura. Os moradores da região dizem que a gestão do município alega falta de verba para manter as duas escolas funcionando.

Já a Prefeitura informa que nas duas escolas existem apenas 43 alunos matriculados, que eles são alunos de séries diferenciadas, e que estariam estudando juntos, o que dificulta o aprendizado. Ainda segundo a gestão, a solução encontrada junto aos pais foi a transferência desses alunos para as escolas Amaro Gomes e Padre Pires, no distrito de Nossa Senhora do Livramento, sendo garantido o transporte escolar para todos.

Mas acontece que as mães não confiam na frequência desse transporte, nem acreditam que ele seja seguro para levar seus filhos “Não confio deixar minha pequena em um ônibus”, afirma Marciele, que ainda diz não confiar nas condições das estradas locais “Nossa realidade aqui é bem complicada, a começar pelas estradas, que são perigosas”.

 Sobre isso, a Prefeitura afirma que existe um projeto de melhoria das estradas na região, mas não disse quando esse projeto será executado.

O sonho de Giselly é ser enfermeira quando crescer para cuidar dos doentes, mas isso só será possível se os caminhos do conhecimento não forem interrompidos por falta de responsabilidade do poder público, afinal, educação é um direito básico e universal. Uma estrada que Giselly e todos os outros alunos têm o direito de percorrer sem interrupções.

 

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