REUTERS/Washington Alves

Subiu para 34 na tarde deste sábado, 26, o número de mortos no desastre do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG). Conforme o governo de Minas Gerais, 296 pessoas estão desaparecidas, das quais 166 funcionários da mineradora e 130 terceirizados. Outras 176 foram resgatadas com vida na região (veja abaixo lista) e 23 estão hospitalizadas. A mineradora divulgou uma lista com os nomes das pessoas não localizadas até agora.

Segundo os bombeiros, que mantiveram as buscas durante a madrugada, entre 100 e 150 desparecidos estavam na área administrativa da mineradora atingida pelos rejeitos de minério de ferro, cerca de 30 estavam na região da Vila Vér, 35 pessoas estavam na pousada Nova Estância, que foi destruída, e de 100 a 140 pessoas estavam na região do Parque das Cachoeiras.

As equipes de busca foram reforçadas na manhã de hoje e conta com 144 bombeiros e 14 helicópteros, dos quais cinco são do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, quatro são da Polícia Militar mineira, dois da Polícia Civil, um da Força Aérea Brasileira e um do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Os bombeiros do Rio também participam das buscas com 42 homens.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), decretou luto oficial de três dias no estado e o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que cria o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre e o Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas a Desastre. Bolsonaro embarcou na manhã deste sábado para Belo Horizonte, onde ele e Zema se encontrarão para sobrevoar juntos a região afetada.

O conselho criado pelo presidente vai incluir os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que o coordenará, da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva; da Cidadania, Osmar Terra; da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves; do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Augusto Heleno; e o advogado-geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça.

Canuto e Albuquerque, além do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foram a Brumadinho na noite desta sexta-feira.

O comitê instituído pelo presidente, que se reunirá semanalmente durante seis meses, terá como atribuições “monitorar os procedimentos adotados para solução das demandas da população atingida; acompanhar medidas de recuperação e de reconstrução; coordenar e monitorar a ação dos órgãos e das entidades públicas federais e propor ações a serem realizadas por órgãos e entidades públicas estaduais e municipais; propor estudos ou medidas de aperfeiçoamento legislativo; e apoiar a atuação do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil”.

O grupo incluir os mesmos ministros que integrarão o conselho e poderá receber também representantes da prefeitura de Brumadinho e do governo de Minas, do Ministério Público Federal e do Ministério Público estadual mineiro, da Defensoria Pública Federal, da Defensoria Pública de Minas Gerais e da Advocacia-Geral do estado, além de governos, MP e defensorias públicas de todos os estados e municípios.


A partir do encerramento das atividades do comitê, um relatório final deve ser apresentado em até sessenta dias.  

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