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segunda-feira, 21 setembro , 2020

Deputada demonstra preocupação com o alto índice de feminicídios na Paraíba

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A deputada estadual Estela Bezerra (PSB) está bastante preocupada com o número de feminicídios registrados na Paraíba. Ela destaca que, apesar de todo o trabalho na área de Segurança Pública realizado pelo ex-governador Ricardo Coutinho e agora por João Azevêdo, metade dos homicídios contra mulheres registrados no último mês de janeiro são contra mulheres.

Os casos estão em investigação, mas muitos foram cometidos pelos companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

De acordo com Estela Bezerra, é importante lançar um olhar sobre os principais problemas que atingem mais da metade da população.

As mulheres somam mais de 51% da população, e não tem como preparar políticas públicas sem envolver esse percentual.

Deputada Estela Bezerra

De acordo com a Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba (Seds), por meio da Lei de Acesso à Informação, 76 pessoas foram assassinadas no Estado. Um total de 1.083 mulheres foram mortas de 2009 a 2018. Em 2018 foram 84 mortes. Embora o Governo da Paraíba tenha afirmado redução de 29% nos casos desde 2010, os números mostram que a situação ainda é preocupante. Estela tem ressaltado a necessidade de ações que combatam o feminicídio no Estado. Ela tem se posicionado, na Casa, sobre as várias violências cometidas contra as mulheres. A deputada salientou a importância da tipificação do crime de feminicídio no sentido de penalizar mais duramente os assassinos.

“Temos casos de homens que matam suas esposas na frente dos filhos e que passam 3 anos quando vão presos”, destacou Estela.

A parlamentar participou, no fim do ano passado, da assinatura do decreto do Governo do Estado que criou o Grupo de Trabalho Interinstitucional para investigar, processar e julgar, com perspectiva de gênero, as mortes violentas de mulheres ocorridas no Estado.

A parlamentar participou, no fim do ano passado, da assinatura do decreto do Governo do Estado que criou o Grupo de Trabalho Interinstitucional para investigar, processar e julgar, com perspectiva de gênero, as mortes violentas de mulheres ocorridas no Estado.

Ela também tem denunciado os casos de violência sexual contra as mulheres e o preconceito que ainda cerca as vítimas. “No Brasil inteiro, 10 mulheres chegam à rede hospitalar diariamente, vítimas de estupro coletivo. Esse crime ainda é subnotificado porque a maioria das mulheres não consegue denunciar, seja pelo medo do agressor, ou pelo medo de ser julgada como responsável”, afirmou.

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Redação
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