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segunda-feira, 30 novembro , 2020

Livânia Farias renuncia ao cargo através de carta e se diz inocente

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Presa no fim da tarde de sábado (16) ao desembarcar no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, a ex-secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, pediu a exoneração do cargo nas primeiras horas deste domingo (17). Investigada na Operação Calvário, ela teria recebido R$ 400 mil em forma de propina.

A solicitação foi feita através de uma carta renúncia enviada ao governador da Paraíba, João Azevedo. No texto, Livânia diz que vai se afastar das funções públicas para cuidar da sua defesa. Ela ainda destaca que tem absoluta convicção da sua inocência.

A ex-secretária é um dos alvos da Operação Calvário por, supostamente, receber propina no contrato de gestão do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa firmado com a Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul. Na terceira fase da operação, o ex-assessor da pasta, Leandro Nunes, confirmou que foi ao Rio de Janeiro receber dinheiro do esquema que envolvia desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato.

Ainda na carta de renúncia, ela informou que ficou surpresa com a sua prisão. A ex-gestora foi detida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Inicialmente ela foi levada para sede da Acadepol, em João Pessoa. Depois foi transferida para a 6ª Companhia da Polícia Militar, em Cabedelo, onde segue presa.

O governo da Paraíba, também em nota, disse estranhar a prisão da sua ex-funcionária e partiu para defesa de Livânia. “Causa estranheza que tenham cerceado a liberdade da secretária apesar dela possuir domicílio certo, ter se colocado publicamente à disposição da Justiça ou de quaisquer órgãos de investigação e, principalmente, sem que tenha sido facultada uma única palavra de defesa ao longo de todo o processo investigatório, não obstante a execração pública antecipada”, diz parte do texto.

Segundo denúncia do Ministério Público da Paraíba, a ordem de arrecadar e distribuir os valores do esquema teria partido de Livânia Maria. Ela teria recebido, entre janeiro e março de 2016, via Leandro Nunes e sob a ordem de Daniel Gomes, gestor da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul, R$ 400 mil. O dinheiro serviu para custear a compra de uma casa na cidade de Sousa.

O imóvel foi registrado, no início, no nome de uma amiga, Maria Aparecida de Oliveira. Posteriormente, a propriedade foi transferida para Elvis Rodrigues, o marido da secretária. O MPPB requereu ainda o sequestro de alguns bens do casal por considerar que houve prejuízo à Fazenda Pública do estado. Entre eles o imóvel em Sousa e um veículo BMW X1 S201, ano 2018, pertencentes a Livânia e Elvis.

A secretária é uma das dez pessoas alvos da terceira fase da Operação Calvário, deflagrada na quinta-feira (14). O Ministério Público da Paraíba (MPPB) por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e a Improbidade Administrativa (CCRIMP), cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos nos municípios de João Pessoa, capital paraibana, Sousa, Santa Cruz e no estado do Rio de Janeiro.

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