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quarta-feira, 23 setembro , 2020

Santa Rita corre risco de ficar fora do Mapa do Turismo Estadual e do Nacional

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Monumentos históricos que envolvem o turismo Santarritense, como o Mirante do Atalaia, podem ficar fora do Mapa do Turismo brasileiro e do estadual.

Pedra do Mirante do Atalaia – Imagem extraída da Internet

Isso porque, a atualização do cadastro com os requisitos e ações do turismo na cidade, que é feita a cada dois anos, finaliza no próximo dia 30 de maio. Mas, apesar do curto prazo, até agora a Prefeitura não falou sobre o assunto com nenhuma das pastas do Governo Federal e Estadual.

De acordo com a gerente Executiva do Desenvolvimento do Turismo do Estado, Alessandra Lontra, este ano a atualização exige dois novos requisitos.

“É preciso ter um Conselho Municipal de Turismo, criado por Lei. Além de criar este Conselho, é preciso que ele esteja ativo. O segundo requisito é que o município deve possuir prestadores de serviços turísticos de atividades obrigatórias, na Base de Dados do Sistema de Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos, o Cadastur,” destacou.

A inclusão deve ser feita até 30 (trinta) dias antes da data de fechamento do Sistema de Informação do Programa de Regionalização do Turismo.

As atividades obrigatórias do Cadastur são Agências de Turismo, Meios de Hospedagem, Transportadoras Turísticas, Parques Temáticos, Guias de Turismo, Acampamentos Turísticos e Organizadora de Eventos. A gestão precisa comprovar apenas um prestador de qualquer uma das sete atividades.

O porcentual de 90% dos recursos que estão destacados nos editais do Ministério do Turismo são prioritariamente para os municípios que possuem um plano de desenvolvimento do Turismo e estão inseridos no Mapa. Além disso, a gestão pode fazer projetos e submetê-los ao Prodetur + Turismo, do Ministério do Turismo e obter o Selo tendo prioridade para empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), com financiamento à longo prazo e juros baixos.

“Estamos preocupados. Pois até o momento, a gestão de Santa Rita não se pronunciou. Convidamos para reuniões, enviamos emails, ligamos, mas ninguém atendeu nossas ligações e nem apareceram nos encontros”, comentou Alessandra.

Nessa semana, uma das pessoas mais envolvidas com o turismo de Santa Rita, o ex-diretor Municipal de Turismo, Marcelo Gomes falou que o município está perdendo de ganhar cerca de dois milhões de reais por ano.

Marcelo destacou que são cerca de quase 200.000 (duzentos mil reais) que a Prefeitura deixa de investir na área, por mês. Dinheiro que poderia ir para infraestruturas na área, investimentos em qualificação profissional, para melhor atender ao turista e também no marketing.

“Nesses três anos, 6 milhões foram deletados pelo governo municipal. Em tempos de campanha eleitoral houve um grande projeto turístico para ser desenvolvido e até não vimos nenhuma ação. E agora estamos arriscados à ficar de fora do Mapa do Turismo nos próximos dois anos”, ressatou.

Ainda de acordo com o professor Marcelo, a cidade possui boas vertentes do Turismo. O Religioso, Turismo Ecológico, Turismo de Sol e Mar, o Náutico, Turismo Desportivo e o Histórico Cultural, que inclui o Mirante do Atalaia, ponto de partida da Trilha dos Potiguaras.

Ainda tentamos entrar em contato com a Comunicação da Prefeitura para saber se existe algum projeto sendo confeccionado, mas nossas mensagens não foram atendidas.

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Redação
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