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quarta-feira, 23 setembro , 2020

CPI aponta que Santa Rita gasta três vezes mais que Campina Grande quando o assunto é lixo

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A Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Santa Rita foi bem movimentada nesta quinta-feira (25). Dezoito, dos dezenove vereadores ouviram e analisaram os relatórios de duas Comissões Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigam irregularidades da gestão Emerson Panta (PSDB). Os relatores apresentaram todos dados apurados pelos membros das comissões.

O primeiro relatório lido foi sobre a CPI do Lixo, que com mais de 5 mil laudas, apontou algumas irregularidades da gestão de Santa Rita. Dentre elas, a contratação de empresas de coleta do lixo sem licitação e o gasto elevado quando comparado à outros municípios.

A relatora do processo, a vereadora Vanda Vasconcelos (Avante) mostrou, que o valor médio pago no Biênio 2017/2018 per capta, ou seja, gasto por pessoa, é três vezes maior que Campina Grande, no agreste do estado. O documento apontou, que Santa Rita com cerca de 135 mil habitantes gasta, R$ 265,80 (duzentos e sessenta e cinco reais e oitenta centavos), com um valor geral de mais de 36 milhões de reais. Já a cidade de Campina Grande, com pouco mais de 400 mil habitantes, tem uma despesa de R$ 84,40 (oitenta e quatro reais e quarenta centavos), que no mesmo período teve um gasto de mais de 34 milhões de reais.

Já a segunda CPI, que tem como relator o vereador Carlos Pereira Junior (PSB), encontrou várias irregularidades no processo licitatório para a aquisição de materiais de construção para atender demanda da Secretaria de Infraestrutura para obras e serviços públicos no município de Santa Rita. Dentre as irregularidades encontradas estava a ausência de pesquisa periódica de mercado para a comprovação da vantajosidade, além do superfaturamento de notas fiscais emitidas, que causou um prejuízo de, no mínimo, R$ 149.000,00 (centro e quarenta e nove mil reais).

Veja o vídeo.

Ambas CPIs pediram que, caso seja identificado algum crime de responsabilidade, improbidade administrativa ou contra a Lei de Licitações, que o Parecer final das investigações seja encaminhado para o Ministério Público Local.

As CPIs voltam a ser discutidas por todos os parlemantares, na próxima sessão ordinária.

 

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Redação
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