Imagem ilustrativa

Pode parecer banal devido ao cresccente número, mas não é! Não se pode banalizar o crime e deixar com que o caos se transforme em paisagem, não! É passado da hora de se fazer uma pofunda reflexão sobre as causas dessa patologia: o país está doente.
Por mais corriqueiros que esses termos possam nos soar, eles são em si, assustadores.

O machismo, de acordo com alguns dicionários “é o comportamento, expresso por opiniões e atitudes, de um indivíduo que recusa a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros sexuais, favorecendo e enaltecendo o sexo masculino sobre o feminino”.
O machismo se ancora no sexismo, onde a supremacia se dá pelo sexo natural das pessoas, ou seja, dos homens e isso gera a misoginia, que é um preconceito, ódio do sexo oposto.

Ressaltamos aqui que machismo, sexismo e misoginia não são características exclusivas dos homens, mas da sociedade em geral. Sim, as mulheres aprendem logo cedo em suas famíias a supervalorizarem seu pai, irmãos e futuramente, namorados, esposos e filhos. Elas se tornam machistas em atitudes diárias na criação de filhas e filhos, elas criam os homens em sua maioria.

A mulher é culpada? Penso ser melhor evitar escoher alguém para se por a culpa. Nosso objetivo aqui é promover uma reflexão para que possamos melhorar enquanto homens e mulheres, pais e mães. As causas e consequências importam mais.

Quando uma mulher é assassinada pelo companheiro ou namorado e mesmo por não ter aceito namorar alguém, as pessoas costumam criminalizar as vítimas, é sempre assim. Aqueles velhos programas sensacionalistas acusam as mulheres e logo os algozes invertem sua posição, virando até vítimas ou ficando invisivéis na história.

Nas redes sociais qualquer tentativa de reflexão é logo chamada de ” mimimi”, ora, “mimimi” é a mlher que não quis mais o companheiro sim? E sua mãe é mimERimi? Sua irmã é mimimi, e sua filha? Será que só pode acontecer com vizinha da nossa casa? Com a mulher negra e empobrecida? Não! O índíce de femicídio não tem classe social, nem etnia, tem uma cultura terrível de destruir quem pensa diferente.

De acordo com materia publicada no portal G1 sobre o dia internacional da mulher: “são 4.254 homicídios dolosos de mulheres em 2018, uma queda de 6,7% em relação a 2017. Apesar disso, houve um aumento de 12% no número de registros de feminicídios. Uma mulher é morta a cada duas horas no país”. Estes trsites dados foram resultado de pesquisas do Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e revelam um triste e alarmente mapa do feminicidio brasileiro. UMA MULHER É MORTA A CADA 2 HORAS e isso é muito grave!

O Acre lidera o rancking no mapa de mortes. Na Paraíba, houveram 74 assassinatos em 2017 e 77 em 2018, sendo 2019 um ano já com dados estaísticos alarmantes.

Sobre FEMINISMO, cabe aqui didaticamente explicar que não se trata de um pensamento em que as mulheres devam ser superiores aos homens e que só as mulheres podem ser femnistas, não! “Feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens”, conceito simplificado retirado da web.
Ser feminista não é algo exclusivo para mulheres, mas para quem pensa em um mundo mais justo e igualitário.

A lei Maria da Penha surge como uma resposta a luta de muitas mulheres que lutam por igualdade. Quando a lei estava para entrar em vigor, a cantora Alcione, nossa Marrom pediu uma composição sobre o tema, tendo recebido a letra de Paulinho Resende e Evandro Lima:

“Comigo não, violão
Na cara que mamãe beijou
Zé Ruela nenhum bota a mão
Se tentar me bater
Vai se arrepender
Eu tenho cabelo na venta
E o que venta lá, venta cá
Sou brasileira, guerreira
Não tô de bobeira
Não pague pra ver
Porque vai ficar quente a chapa
Você não vai ter sossego na vida, seu moço
Se me der um tapa
Da dona “Maria da Penha”
Você não escapa
O bicho pegou, não tem mais a banca
De dar cesta básica, amor
Vacilou, tá na tranca
Respeito, afinal,é bom e eu gosto
Saia do meu pé
Ou eu te mando a lei na lata, seu mané
Bater em mulher é onda de otário
Não gosta do artigo, meu bem
Sai logo do armário
Não vem que eu não sou
Mulher de ficar escutando esculacho
Aqui o buraco é mais embaixo
A nossa paixão já foi tarde
Cantou pra subir, Deus a tenha
Se der mais um passo
Eu te passo a “Maria da Penha”
Você quer voltar pro meu mundo
Mas eu já troquei minha senha
Dá linha, malandro
Que eu te mando a “Maria da Penha”
Não quer se dar mal, se contenha
Sou fogo onde você é lenha
Não manda o seu casco
Que eu te tasco a “Maria da Penha”
Se quer um conselho, não venha
Com essa arrogância ferrenha
Vai dar com a cara
Bem na mão da “Maria da Penha”

Deixamos aqui nossa contribuição para que possamos pensar numa sociedade onde as pessoas possam respeitar o desejo das outras e deixá-las livres em suas escolhas. Educar meninas e meninos, na escola e em casa é a únoca solução para esse mal. A pergunta é: Como se mata quem se gosta?

3 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário
Digite o seu nome

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.