É perceptível que nesses últimos tempos parte do povo brasileiro junto com o crescimento e uso das redes sociais estão cada vez inseridos e mergulhados nas discussões políticas do país. Muito se tem falado, debatido e até passado dos limites da boa conduta social quando o tema é política. O que antes parecia  uma espécie de tema “maldito” entre a maioria dos cidadãos, hoje tem espaço garantido nas conversas da família,dos amigos pessoais ou de  trabalho, principalmente nos grupos de aplicativos de interação social. Defender um determinado político ou partido tomou uma proporção gigantesca, é como torcer por um time de futebol ou  incluir-se num preceito religioso.

Esses evidentes  embates estão recheados sempre por palavras chaves como: Democracia, corrupção, imparcialidade, delação, constituição, entre outros termos, antes não tão comuns no dia a dia da população. Com essa gama de informações, muitas disseminadas pelos  jornais  ou redes sociais em forma de noticias reais ou “fake News”, incrementam o emaranhado explosivo desse cenário. A polarização  extremista entre os ditos de Direita ou Esquerda que determinadas vezes nem sabem o que realmente defendem de forma tão intensificada é um fato preocupante. Diariamente somos bombardeados por polêmicas, frases infundadas, ideias sem sentido por ambos os lados, contudo, é necessário destacar o quanto é importante a discussão respeitosa e efetiva, a liberdade de expressão sem ferir  os direitos e garantias fundamentais das pessoas, sejam elas de qual ideologia política for.

Vivemos tempos difíceis… Como seria maravilho se essas interações partissem do campo da dialética para uma maior praticidade em nossa sociedade, cobrando com o mesmo vigor soluções efetivas para os problemas dos quais nos prejudicam, exigindo dos vereadores, deputados, senadores e também de outros mecanismos que cumprissem de fato suas atribuições de maneira eficiente, produtiva, sem colocar os interesses pessoais acima da coletividade. De fato é preciso equilíbrio, consciência política, unir os extremos e mostrar  na verdade o que  está em jogo não são cores, ideologias ou políticos, mas um país que há tempos sofre, tanto pelos danos causados pela corrupção como pela falta de benefícios efetivos e ações públicas concretas na saúde, segurança, educação, trabalho e bem estar social. Que o “lado certo” seja sempre o que age em favor do povo mais pobre e daqueles que realmente precisam.

Rubens Scapone
Rubens Scapone é Estudante de Direito, Professor-Pós-Graduado em Língua, linguagem e literatura.

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