Manifestante em protesto em defesa da Amazônia na Avenida Paulista — Foto: ETTORE CHIEREGUINI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do G1

Por Beatriz Magalhães

Manifestantes protestaram na Avenida Paulista e na região dos Jardins, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (23) contra a destruição e o aumento das queimadas na Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas no Brasil aumentaram 82% em relação ao ano de 2018, se compararmos o mesmo período de janeiro a agosto. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em 7 anos no país.

A Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019, segundo os dados do Programa Queimadas.

O grupo se concentrou em frente ao Museu de Artes Assis Chateaubriand (Masp) e, por volta das 18h20, fechou o sentido Consolação da Avenida. Os manifestantes gritavam contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e, em cartazes, diziam “chega de lucrar com a destruição”, perguntaram se “vender a Amazônia aumenta o PIB do Brasil?” e pediram para parar a destruição da Amazônia. Às 19h, os dois sentidos da via foram bloqueados pelos manifestantes. Pouco antes das 20h, os manifestantes começaram a caminhar e interditaram a Rua Augusta no sentido Jardins.

Eles encerraram o ato em frente ao prédio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Ambientais (Ibama), na Alameda Tietê, por volta das 20h40. Como em um jogral, falaram que “a nossa casa está em chamas” e convocaram novo protesto para 5 de setembro.

Ao final do protesto, um grupo de mascarados começou a jogar garrafas na região da Augusta. Eles também chegaram a pichar algumas paredes. A maior parte dos manifestantes que participou do ato era jovem e gritava: “Vem para rua pela Amazônia”.

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