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quinta-feira, 3 dezembro , 2020

A Senadora mais conhecida da Paraíba foi Isabel Bandeira?

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Conhecida por Vassoura, intitulada por si mesma de Senadora, andava à cavalo, gritava palavrões com quem mexesse com ela, foi amiga do govenador da Paraíba e terminou seus dias em um casa de repouso onde definiu como o lugar mais sossegado do mundo. Neste artigo, a história de Isabel Bandeira.

Por Siéllysson Francisco

Imagens Estúdio de Fotos Viégas

Ninguém pode negar que Isabel Bandeira foi a figura mais folclórica da história santarritense. Acreditava que fora deputada, e que estava senadora por longos anos. Em seus últimos dias de vida, em um asilo, declarou para o cronista, José de Arimateia, que a incluiu em seu livro Santa Rita e Seus Vultos Folclóricos, que ainda não estava cansada de ser uma mulher da política e que agora desejava ser presidente e depois advogada. Na imaginação de Isabel Bandeira, que se definia como Senadora Maria Isabel Bandeira Brasileira, ela poderia ser o que quisesse, mas para muitos que a desrespeitavam, ela era apenas Vassoura.

A origem deste nome tem a ver com uma burrinha que ela criava chamada de Pastora. Isabel andava com cerca de 5 animais enfeitados e bem coloridos. Certo dia, o trem que fazia o percurso João Pessoa a Recife matou a “pastora”, que estava na linha férrea. E por conta disso, as pessoas indagavam a Isabel: “Isabel, cadê a Pastora?” Certa vez, alguém trocou o nome da Pastora para Vassoura, o que a irritou muito, daí surgiu o apelido de Vassoura, segundo o seu filho, conhecido artisticamente, por Paraíba do Forró, em entrevista ao autor deste artigo para o Blog Café com Siéllysson”, em 2011.

Há versões diversas sobre a origem da loucura de Isabel. Para alguns, foi devido à violência doméstica sofrida em seu primeiro casamento; para seu filho, ela já tinha distúrbios desde muito nova, quando fora caçar e enfiou a mão num buraco de tatu e uma jararaca lhe picou.

Talvez a verdade sobre os fatos nunca saberemos, porém, os mais velhos da cidade de Santa Rita nunca esquecerão da mulher em cima de um cavalo que rasgava o verbo se lhe chamassem de Vassoura, porque o que ela era, em sua imaginação, era uma senadora apenas.

Na maioria das vezes a sociedade é extremamente cruel com os loucos. Mas, quem são os loucos? Os que vivem em um mundo de fantasia ou os que destroem a fantasia alheia?

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Siéllysson Francisco
Siéllysson Francisco é mestre em Ciências das Religiões, Historiador, Cronista e Poeta.

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