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FUNGO NEGRO INDIANO: Paraíba registra dois casos suspeitos, em um deles a paciente morreu.

“A mucormicose é responsável pela morte de mais da metade das pessoas contaminadas. Mesmo quando sobrevivem, é comum que os pacientes precisem passar por cirurgias para retirar partes do corpo afetadas pelo fungo…”

Dois possíveis casos de mucormicose, doença também conhecida como fungo negro ou fungo preto indiano, estão sendo investigados na Paraíba. Uma das pacientes, do município de Areia de Baraúnas, morreu após passar um período internada no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa.

Em entrevista à uma TV local, o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, disse que o fungo afeta principalmente pacientes imunossuprimidos e diabéticos que foram diagnosticados com a Covid-19. “Temos um outro caso que brevemente pode ser confirmado ou não”.

O secretário ressaltou que o fungo não é contagioso, mas pode ser fatal. As estatísticas apontam que a mucormicose é responsável pela morte de mais da metade das pessoas contaminadas. Mesmo quando sobrevivem, é comum que os pacientes precisem passar por cirurgias para retirar partes do corpo afetadas pelo fungo, como os olhos, pulmões, estômago, etc.

A mucormicose não é uma doença que apareceu agora, e há tempos já circulava no Brasil mas, até então não era preocupante porque a maioria das pessoas possuem anticorpos para combater o fungo. Com a covid-19, no entanto, os casos tem aparecido com maior frequência, nas pessoas que estão com a imunidade comprometida. Na Índia, o fungo já foi detectado em 9 mil pacientes de covid-19.

Primeiro caso é confirmado em Pernambuco em paciente que teve Covid-19

O primeiro caso de infecção por mucormicose em um paciente que teve a Covid-19 foi registrado em Pernambuco. A informação foi divulgada, neste domingo (6), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Segundo o estado, a mulher de 59 anos está internada, desde a sexta (4), na enfermaria do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no bairro de Santo Amaro, na área Central do Recife.

Causada por fungos da ordem Mucorales, a doença é conhecida há mais de um século e pode acometer os pulmões e mutilar os seios da face.

A Secretaria de Saúde informou que o quadro clínico da paciente do Recife é considerado estável e que ela está consciente. A mulher, que é moradora de Casinhas, no Agreste de Pernambuco, é portadora de diabetes, hipertensão e asma, além de possuir obesidade.

A infecção por mucormicose da paciente foi confirmada por meio de exame histopatológico. Em nota, a secretaria informou que “o Ministério da Saúde foi notificado sobre o caso e investiga a possível associação com o novo coronavírus”.

De acordo com o estado, a mulher teve diagnóstico confirmado de Covid-19 em março, além de ter desenvolvido, em seguida, uma pneumonia bacteriana.

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