InícioColuna1935: O CASO OLGA BENÁRIO – UMA AGENTE SECRETA NO BRASIL

1935: O CASO OLGA BENÁRIO – UMA AGENTE SECRETA NO BRASIL

Um dos temas mais estudados no Brasil, tanto na área acadêmica como, não acadêmica é o período conhecido na historiografia como Intentona Comunista de 1935. Milhões de brasileiros, de norte a sul desse imenso país, desconhecem por completo o que foi esse movimento e o seu real significado para a história de nosso país.

E bem pior, desconhecem também os principais personagens desse momento político da história brasileira que mistura, aventura, militância política e uma alta dose de espionagem dignas de um bom filme de ação.

Mas o que foi realmente a Intentona Comunista de 1935?

A Intentona Comunista de 1935 foi uma tentativa fracassada de levante armado, liderada por militares de esquerda e pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), com o objetivo de derrubar o governo de Getúlio Vargas e instaurar um regime socialista no Brasil. O levante, ocorrido em Natal, Recife e Rio de Janeiro, foi rapidamente reprimido, fortalecendo o anticomunismo e resultando em prisões, incluindo a de Luís Carlos Prestes.

Getúlio Vargas utilizou a revolta para endurecer seu regime, justificando perseguições políticas que culminaram na instauração da ditadura do Estado Novo em 1937, muitas vezes usando o “Plano Cohen” (um suposto plano comunista forjado) como pretexto.

Agora caro leitor, passemos a tratar de dois personagens emblemáticos desses acontecimentos que abalaram a vida política do Brasil naquele agitado ano de 1935. Foram eles, Luís Carlos Prestes e Olga Benário e mais que isso, os antecedentes políticos, sociais e econômicos que prepararam o terreno para esse levante armado.

Os principais antecedentes que culminaram na revolta incluem:

Polarização Ideológica (Anos 30): O cenário político brasileiro vivia uma radicalização, com o crescimento de forças de extrema-direita e extrema-esquerda. De um lado, a Ação Integralista Brasileira (AIB), fascista e nacionalista; do outro, a esquerda com fortes tendências socialistas e comunistas.

Fundação da Aliança Nacional Libertadora (ANL – 1935): Em março de 1935, foi criada a ANL, uma frente ampla que reunia comunistas, tenentistas, sindicatos e intelectuais. Embora de tendência antifascista, a ANL foi influenciada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e adotou uma plataforma antilatifundiária e anti-imperialista.

O Papel de Luís Carlos Prestes e a Internacional Comunista: Após o exílio na União Soviética, Prestes retornou ao Brasil com apoio da Internacional Comunista para liderar o movimento. A liderança de Prestes, ex-líder tenentista com prestígio militar, foi crucial para angariar apoio dentro dos quartéis.

O Fechamento da ANL (Julho de 1935): Após Prestes proferir um manifesto conclamando a derrubada de Vargas, o governo declarou a ANL ilegal. Isso forçou os comunistas à clandestinidade e acelerou os planos de um levante armado.

Movimento Tenentista e Crise de 1929: O levante de 1935 foi o último desdobramento do movimento tenentista da década de 1920 e das revoltas militares. O descontentamento com o governo de Vargas após a Revolução de 1930 e os impactos econômicos da Crise de 1929 criaram um terreno fértil para a revolta.

Influência da Internacional Comunista: A União Soviética via o Brasil como um país pronto para uma revolução e forneceu apoio financeiro e estratégico para o levante.

Historiadores de diversas tendências ainda hoje se questionam se Luís Carlos Prestes vendeu uma imagem distorcida da realidade brasileira da época ao ponto de os russos acreditarem que seria possível derrubar Vargas do poder.

Os estudos desses pesquisadores, apontam que Luiz Carlos Prestes, ao retornar de Moscou em 1935, transmitiu à Internacional Comunista (IC) uma avaliação da situação política brasileira que superestimava drasticamente a força do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o apoio popular a uma revolução, criando falsas expectativas nos líderes soviéticos.

Essa perspectiva baseia-se em diversos pontos:

Superestimativa da Revolução: Prestes convenceu a IC de que uma revolução socialista era viável e iminente no Brasil, retratando o país como estando à beira de um levante popular.

A “Intentona” de 1935: Prestes liderou a movimentação para o levante armado de novembro de 1935 (conhecido como Intentona Comunista), acreditando que conseguiria derrubar Getúlio Vargas com o apoio de militares tenentistas e trabalhadores. No entanto, o levante teve apoio popular mínimo e foi rapidamente sufocado, demonstrando a desconexão da liderança com a realidade nacional.

Influência de Moscou: Após anos exilado e vivendo na URSS, Prestes assumiu uma visão dogmática alinhada com as diretrizes de Moscou, o que o levou a ignorar a popularidade de Vargas e a fragilidade do PCB na época.

Divergência Interna: Documentos e estudos sugerem que, mesmo dentro do PCB, a avaliação sobre a viabilidade de uma revolução imediata em 1935 não era consensual, e o relatório de Prestes foi crucial para convencer os líderes da IC.

Em resumo, mais do que uma “venda de imagem falsa” intencional para enganar, estudiosos tendem a ver o episódio como uma avaliação política equivocada e um erro estratégico grave de Prestes e do PCB, que acreditavam na possibilidade de uma revolução que a realidade brasileira daquele momento não suportava.

Seja como for, Moscou preparou através de sua Inteligência Militar, (GRU) responsável por operações encobertas no exterior ligada ao 4º Departamento do Exército Russo, uma equipe bem treinada de agentes que viajaram para o Brasil em períodos diferentes para despistar a polícia brasileira, e todos se reuniram no país naquele novembro de 1935.

A Internacional Comunista colocou à disposição de Luís Carlos Prestes uma equipe de categoria, experiente e treinada na execução de operações secretas encobertas, com o intuito de desestabilizar regimes políticos e neutralizar alvos. Essa equipe era composta por quatro militantes comunistas com larga experiência no campo das operações de espionagem e sabotagem. Eram eles: o casal Arthur e Elise Ewert (chamada de Sabo), Rodolfo Ghioldi e sua esposa Carmen, um especialista em radiocomunicações chamado Victor Barron, um sabotador e especialista em explosivos com histórico de terrorismo internacional chamado Franz Gruber, uma datilógrafa e motorista chamada Erika, supostamente esposa de Gruber e um casal belga responsável pelas finanças – Alpohonsine e León-Jules Vallée. Todos da equipe eram profissionais.

Para acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil, viajou com ele Olga Benário. Sua função era servir de guarda-costas de Prestes e ser sua tradutora junto a equipe de inteligência.

A vida e a carreira política de Olga Benário foram devassadas pelo jornalista William Waak, que num livro magistral chamado “Camaradas” revelou pela primeira vez as ligações de Olga com o Serviço Secreto Militar Russo (GRU). Dessa forma, Moscou enviava ao Brasil para auxiliar Prestes uma de suas melhores agentes. Dentre suas qualidades profissionais, Olga era perita em tiro ao alvo, pilotava aviões e falava vários idiomas. Era, portanto, uma agente secreta de alto nível.

Olga e Prestes chegaram ao Brasil em abril de 1935. Eles viajaram disfarçados de um casal português em lua de mel. Quando eles chegaram, toda a equipe já se encontrava em terras brasileiras morando em endereços diferentes como medida de segurança.

Assim que chegaram ao Brasil em 1935, Luís Carlos Prestes e Olga Benário viveram na clandestinidade na cidade do Rio de Janeiro.

Devido à perseguição política, eles mudaram de endereço diversas vezes para evitar a polícia, vivendo em locais simples, incluindo:

Méier/Cachambi: O esconderijo mais famoso, onde foram presos em 5 de março de 1936, era uma casa localizada na Rua Honório, nº 279 (atual 1093), na região do Grande Méier.

Ipanema: Passaram por um endereço na Zona Sul antes de se mudarem para a região suburbana do Méier.

Também há relatos de uso de esconderijos na zona rural, como em Taquara, Duque de Caxias.

Ocorre que, no submundo tortuoso e sinistro dos serviços de inteligência, a traição sempre foi uma constante. E no caso da Intentona Comunista não foi diferente. Desde o início do ano de 1935, Vargas vinha sendo alertado pelo Serviço Secreto Britânico, o MI-6, cuja seção no Rio de janeiro era chefiada pelo embaixador inglês, de que algo estava para acontecer em quartéis militares da capital federal notadamente o 3º Regimento de Infantaria localizado na Praia Vermelha. Essa unidade militar abrigava milhares de militares de tendência esquerdista que comungavam das ideias políticas de Prestes, sendo um dos mais combativos o capitão Agildo Barata, pai do humorista Agildo Ribeiro.

Ninguém desconfiava, mas na equipe enviada por Moscou ao Brasil, tinha um agente duplo. No mundo da espionagem, o agente duplo trabalha a serviço de dois países, geralmente movido ou por ideologia ou dinheiro.

Mas, como Prestes era tido como um herói na União Soviética e um ativo valioso a Internacional Comunista, julgou-se necessário providenciar-lhe uma segurança pessoal. Este guarda-costas deveria ser confiável, experiente em atividades ilegais, capacitado para combate, e, evidentemente, não chamar a atenção na longa trajetória que, sob disfarces, faria da Europa para enfim desembarcar ao Rio de Janeiro. Foi assim que a Internacional Comunista chegou à Olga Benário. (PACHECO, 2022).

Olga era uma figura em ascensão na hierarquia comunista internacional dos anos 1930. Filha de um respeitável advogado, criada no conforto burguês de Munique, na Alemanha, se afiliou a um grupo de jovens comunistas em 1923. Oito anos depois, ao chegar à União Soviética, Olga já havia se envolvido em confrontos corporais contra milícias nazistas, passeatas, panfletagem e reuniões clandestinas. Devido a boa educação que recebera, conhecia a literatura marxista e até lecionou para a Juventude Comunista numa cervejaria em Neuköllin. A competência, devoção e lealdade nestas atividades já eram suficientes para consolidar o status de Olga entre os comunistas da Alemanha e mesmo de outras partes do mundo. Mas o arrojado resgate de Otto Braun, importante membro do Partido Comunista Alemão e também seu namorado, coroou a jovem como uma estrela da Juventude Comunista. Braun foi retirado da prisão de Moabit por Olga e outros indivíduos armados (MORAIS, 1986).

De fato, quando ainda militava na Alemanha, Olga insistia com a veemência típica de sua personalidade que os comunistas deveriam preparar-se para ações revolucionárias violentas e também para o confronto direto com o nazismo, cada vez maior e mais feroz em sua terra natal. Ela mesma ansiava por este treinamento e por se envolver em combate direto. Foi assim que Olga aprendeu o manejo de pistolas, fuzis, metralhadoras e explosivos. Em seguida, foi matriculada numa escola especial da Força Aérea Soviética, destinada justamente ao treinamento de jovens comunistas que não eram militares. Lá, complementou sua formação aprendendo paraquedismo e pilotagem de aviões (MORAIS, 1986)

Ao fim desta fase de sua vida, Olga era uma moça de 26 anos que falava quatro idiomas, viajara clandestinamente por boa parte da Europa, cavalgava, saltava de paraquedas, pilotava aviões e manejava variados tipos de armas de fogo. Esta descrição a coloca como agente ideal para Operações Encobertas: no campo da Inteligência, estes combatentes que sabem atuar em sigilo costumam ser chamados de Knuckle Draggers – “gorilas” ou “brutamontes” – pelo pessoal técnico que domina tecnologia, idiomas análise e processamento de dados. Estes, por sua vez, são chamados de weenies – “fracotes” pelo pessoal de combate (CEPIK, 2003, p. 64);. Para além das provocações mútuas, estas chocarrices expõem duas atividades distintas relacionadas à Inteligência, que são a ação direta em território hostil, contrapondo-se ao processamento e análise de informações, efetuados intelectualmente atrás dos protegidos muros da Agência. (PACHECO, 2022).

Com todas essas credenciais, Olga Benário inspirava confiança ao pessoal do Comintern (a Internacional Comunista em Moscou) e portanto, estava pronta para viajar ao Brasil em cumprimento de uma missão secreta.

Qual o itinerário da viagem de Olga Benário e Luis Carlos Prestes até que chegassem ao Brasil?

O tortuoso itinerário passava por Helsinque, Estocolmo, Copenhague, Amsterdã, Paris, Bruxelas e Nova Iorque. Tais escalas funcionaram, assim como o disfarce adotado, ainda que Olga se sentisse desconfortável nos trajes elegantes e com as caras joias de sua personagem.

Ela e seu protegido chegaram clandestinamente ao Brasil em abril de 1935. Desde março, a Aliança Nacional Libertadora – ANL – tomava as ruas e crescia em adesão. Prestes já havia sido declarado presidente de honra desde aquele mês mas, ainda assim, preferiu manter sua presença no Brasil um segredo. Tal postura permaneceu até julho, quando a ANL recrudescia sua atuação política, sendo a Aliança lançada na ilegalidade após a leitura de um manifesto de Prestes que propunha a derrubada do governo e exigindo “todo o poder à ANL”. Vargas decretou a Lei de Segurança Nacional e passou a perseguir os aliancistas (GOMES et al, 2007, pp.441-448).

Contudo, com a Aliança na ilegalidade e a vigência da Lei de Segurança Nacional, Prestes colocava em prática o plano de derrubada do governo junto ao Partido Comunista. O plano envolvia levantes a partir dos quartéis e a consequente participação popular na luta após o início dos primeiros combates, demonstrando a ingenuidade de Prestes em hiperestimar seu alto prestígio no Exército e entre a população (GOMES et al, 2007, pp.441-448).

Desde a chegada dela e de Prestes, em abril, até a tentativa insurrecional comunista de novembro, Olga permaneceu como guarda-costas de Prestes e elemento de destaque no grupo de militantes comunistas enviados para assessorá-lo. Os recursos e o assentamento para a missão eram profissionais: o casal, perfeitamente disfarçado de turistas portugueses (havia um considerável volume de turistas e imigrantes europeus na Zona Sul do Rio de Janeiro), se mantinha em discrição numa casa em Ipanema. A residência estava equipada com telefone, arquivos e um cofre cujo segredo estaria protegido por explosivos, além de poderoso sistema de alarme (PACHECO, 2022).

Nas reuniões, Olga atuava como tradutora e colaborava com seu conhecimento político, inclusive desconfiando da competência de Miranda – líder do Partido Comunista do Brasil – bem como dos exageros dos informes que chegavam à equipe de Prestes. Em sua residência, Victor Barron instalara um poderoso rádio transmissor por meio do qual podia estabelecer comunicações com todo o Brasil, Buenos Aires e até mesmo Moscou (MORAIS, 1986, p.78-100). Prestes permanecia protegido por Olga – armada de uma pistola – e era desconhecido do governo seu paradeiro.

Infelizmente, para azar dos agentes de inteligência encarregados do plano de derrubada do governo Vargas, a polícia civil do Distrito Federal (Rio de Janeiro) sabia de toda movimentação do grupo por intermédio de um agente duplo infiltrado na equipe de Prestes e Olga Benário. Franz Gruber. Na realidade seu nome verdadeiro era Johnny De Graaf, figura importante e significativa no mundo da espionagem e que teve sua biografia escrita pelo sociólogo norte-americano S. Rose em 2010.

Ele era alemão e tinha larga experiência em militância internacional comunista, mas trabalhava também para o MI-6 (MORAIS, 1986, p.112-113). A agência britânica repassou as informações para a DESPS (Delegacia Especial de Segurança Política e Social), órgão da polícia civil carioca, que, após o fracasso da insurreição de Prestes, efetuou uma verdadeira varredura na cidade do Rio de Janeiro a fim de capturar os agentes vermelhos. Quanto aos explosivos do tal cofre no refúgio de Prestes, estes nunca explodiram, pois não passavam de um engodo de Johnny de Graaf, que jamais instalara de fato os artefatos. Após uma batida na casa, os preciosos arquivos de Prestes e uma considerável soma em dinheiro caíram nas mãos da DESPS (ROSE e GORDON, 2010, pp. 256-281). Presos um a um, os membros da equipe soviética foram barbaramente torturados na cadeia. E, na “disputa pelo segredo” que é a definição que Abraham Shulsky (1995, pag. 26) dá ao conceito de Inteligência, o MI-6 venceu este round contra a Internacional Comunista (PACHECO, 2022).

Em 5 de março de 1936, passados vários meses do fracasso do movimento armado, Olga e Luís Carlos Prestes foram presos pela polícia civil carioca numa casa do subúrbio do Méier após uma batida policial. No momento da prisão, Olga protegeu Luís Carlos Prestes com seu corpo, ficando na frente dos policiais, pois a ordem era matá-lo.

Ambos foram levados para o sinistro prédio da Polícia Central, localizado na rua da relação nº 40, no centro do Rio de Janeiro. Lá, eles foram separados e nunca mais se veriam.

Presa por infringir a Lei de Segurança Nacional de 1935 como coparticipante do levante comunista, Olga foi encaminhada para a Casa de Detenção. Lá, aguardando julgamento, descobriu estar grávida de Prestes, com quem mantinha um romance desde a viagem da Europa (MORAIS, 1986, p.169 – 188). Neste ponto, sua missão de garantir a segurança do então marido havia fracassado, como ele também foi custodiado pelas autoridades brasileiras.

Numa noite de setembro de 1936, Olga Benário foi embarcada no navio de bandeira espanhola La Coruña, e levada para a Alemanha. Lá, ela seria entregue a Gestapo (polícia secreta alemã). Getúlio se vingaria dos revoltosos entregando uma judia de origem alemã a Hitler.

Levada para o capo de concentração de extermínio de Bernburg, ela deu à luz a sua filha, Anita Leocádia Prestes, sendo executada na câmara de gás a 23 de abril de 1942.

Terminava de modo trágico a saga de uma mulher extraordinária que cruzando os mares, e chegando a um país tão diferente do seu, lutou por um ideal político. Amor, paixão e espionagem, cruzaram-se na vida de Olga Benário Prestes.

Referências:

PACHECO, Thiago. Olga, a Agente Secreta. Cadernos de Pesquisa do CDHIS, Uberlândia, vol. 35, nº 1, jan/jun. 2022

MORAIS, Fernando. Olga: a vida de Olga Benário Prestes, judia comunista entregue a Hitler pelo governo Vargas. São Paulo: Alfa e Ômega, 1986.

GOMES, Ângela de Castro, et tal. História Geral da Civilização Brasileira (Tomo III O Brasil Republicano): Sociedade e Política (1930-1964). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.

CEPIK, Marco A. C. Espionagem e democracia. Rio de Janeiro: FGV. 2003.

ROSE, R.S. e GORDON, D.S. Johnny – A vida do espião que delatou a rebelião comunista de 1935. Rio de Janeiro: Record, 2010.

SHULSKY, Abram. What is Intelligence? Secrets and competition among st ates. In: GODSON, Roy; SCHMITT, G.; MAY, E. US Intelligence at the crossroads: agendas for reform. New York: Brassey’s, 1995.p.26.

Olga Benario Prestes – agente do 4º Departamento da Inteligência do Exército Russo em missão secreta no Brasil no ano de 1935.
Prédio da Polícia Central – Sede da Delegacia de Ordem Política e Social na década de 30 no Rio de Janeiro. Nesse edifício, Olga e Luís Carlos Prestes estiveram presos em 1936 logo após o fracasso da Intentona Comunista

Fernando Dutra
Fernando Dutra
Iniciou-se no jornalismo, em 1985, no Jornal A União. Como jornalista, teve passagens pelos jornais A Tribuna e O Combate, neste último, por largo tempo manteve uma coluna especializada em história e literatura. Juntamente com essas atividades, participou, em 1990, da organização e revisão de coletâneas e da revisão de livros individuais - entre eles, o Dicionário Biobibliográfico Paraibano, de autoria do jornalista José Leal, editado pela Funcep. Na área acadêmica, participou de inúmeros seminários na área de ciências sociais. Especialista em órgãos de inteligência da ditadura militar no Brasil, atualmente desenvolve pesquisas sobre a atuação do Serviço Nacional de Informações no período compreendido entre 1969 e 1974. Graduou-se em história pela Universidade Federal da Paraíba, em 2009, e fez especialização em Práticas Curriculares Interdisciplinares pela Universidade Estadual da Paraíba, em 2014.

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