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Instituto Afro-Aurora Dance, ganha prêmio  internacional com a coreografia “Dança Pajé: Favela Ancestral”.

O Instituto Afro-Aurora Dance, localizado no bairro Marcos Moura (Santa Rita – PB), foi nomeado no dia 25 de novembro de 2025, para o Earth Partner Impact Award, pela plataforma digital Earth Partner, criação da Agência Criativa Estado-unidense Art Partner. A premiação reconhece um projeto como um dos melhores em demonstrar o impacto de artes ambientais na periferia.

Captura de tela de uma galeria virtual intitulada “The Earth Partner Prize”. No centro da parede branca aparece o título “Impact Award”, acompanhado de um texto em inglês explicando a premiação concedida ao projeto “DANÇA PAJÉ: FAVEL ANCESTRAL”, do Instituto Afro-Aurora Dance, no Brasil. Ao lado do texto há uma fotografia de duas pessoas em um rio, uma delas usando adornos indígenas coloridos. À direita da imagem, aparecem outras obras expostas na galeria virtual.
Como se encontra exposta a premiação no Site https://exhibitatour.com/2025EarthPartnerPrize/index.htm

Afro-Aurora Dance, é um projeto social artístico que atende jovens da comunidade, promovendo a valorização da herança afro-brasileira, de povos originários e indígenas para a formação cidadã. A ação oferece: intercâmbios culturais, aulas de danças, capoeira, teatro, penteados e conscientização social. A instituição já teve outros destaques nacionais e internacionais, chegando a levar seu trabalho para turnê no continente Europeu. É reconhecido como um antro de cultura Santa-ritense que ajuda a juventude periférica de Marcos Moura a se reunir em um antro da união de arte e história. O diretor Rodrigo Baima, participa também de ações socias que auxiliam atualmente a população mais pobre de Santa Rita, que foi impactada pelas fortes chuvas. Além disso, a associação promove a democratização cultural, levando suas apresentações preenchidas por ancestralidade para as praças e ruas da cidade onde se encontra.

Captura de tela de uma galeria virtual intitulada “The Earth Partner Prize”. No centro da parede branca aparece o título “Impact Award”, acompanhado de um texto em inglês explicando a premiação concedida ao projeto “DANÇA PAJÉ: FAVEL ANCESTRAL”, do Instituto Afro-Aurora Dance, no Brasil. Ao lado do texto há uma fotografia de duas pessoas em um rio, uma delas usando adornos indígenas coloridos. À direita da imagem, aparecem outras obras expostas na galeria virtual.
Na imagem, João Neto, Alex, Higor, Cecília, Ellen, Rhanielle e Athagnan, membros ativos do instituto. FOTO: Rodrigo Baima.

O coordenador Higor Ferraz, em depoimento exclusivo para o Santa Rita em Foco, descreveu a experiência como única e gratificante, mas desafiadora. Ele conta sobre as dificuldade da produção: “…Nesse mesmo dia nós tivemos que nos locomover muito atrás de espaço para gravar. E dentro da própria comunidade, né? mostrando ruas da nossa comunidade e espaços a quais a comunidade também pertence. E através desse vídeo mostramos, além da comunidade, mostramos a cultura indígena que é algo muito importante na cidade de Santa Rita e deve ser bem explorada.” Higor ressaltou também a felicidade que sentiu e como acredita no marco que a coreografia premiada se tornou para a região: “Eu, assim como todos os membros do Instituto, ficamos muito, muito, muito felizes comemorando muito esse prêmio, né? Mas acredito que não foi só o Instituto Afro que ganhou, e sim toda a comunidade de Marcos Moura, toda a cidade de Santa Rita.”

A dançarina, Williane Ellen, que representou um dos personagens principais no vídeo, contou sobre o orgulho que sente em fazer parte de algo tão importante e intenso para a população e até o país: “…Em relação a minha ação, foi de coração muito cheio que a gente recebeu o prêmio. A gente se sentiu extremamente recompensados e valorizados, sobretudo pela nossa cultura e nossa arte, que a gente sempre quer mostrar, além de só para o nosso bairro, mas também para o mundo, para várias e várias pessoas, para as pessoas conhecerem nossa arte, nossa cultura, o que a gente faz e o que a gente ama fazer, nosso trabalho. E tudo isso graças ao nosso amor, né? Pela arte, pela nossa cultura e a nossa união. Que nós do Instituto Afro a gente prezamos muito pela união. E é isso.”

Com uma história recheada de expressão, o Instituto Afro e as pessoas que o compõe continuam caminhando para construir ainda mais identidade e criatividade, o reconhecimento de seu merecimento é unânime.

Em um cenário de dificuldades para manter obras artísticas pé, o professor e fundador Rodrigo Baima, em conjunto com seus alunos, trabalham arduamente na construção de manifestações culturais e transformação social, para a identidade local.

Liz Oliveira
Liz Oliveira
Conhecida como @mulherdojazz — é estudante de Jornalismo da UFPB, apaixonada por expressão artística, escritos, registros visuais e vivências cotidianas.

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