A criança e as Redes Sociais

Imagem ilustrativa extraída da internet

É nítido que na atualidade as tecnologias tenham se tornado imprescindível no cotidiano dos indivíduos, pois através dela é possível obter informações, trabalhar e/ou estudar à distância, dentre outras habilidades.

Através das buscas nas publicações literárias, foi possível entender que até 2008 não havia um termo que esclarecesse os sentimentos e sensações provocadas pela falta, ausência ou simplesmente impossibilidade de se usar um computador e/ou um telefone celular, nem para se assimilar a relação de dependência patológica em relação a esses aparelhos, mas que atualmente existe e é designado nomofobia (KING, NARDI; CARDOSO, 2014). No entanto, pode-se refletir também acerca das interações entre a internet e aspecto cultural na sociedade atual, tal qual abrange uma temática que se acarreta desde as relações sociais, a composição familiar e a interatividade entre si, tornando-se cada vez mais tênues no sentido das relações humanas.

Todavia, não se pode recusar existência da tecnologia no universo da infância. É importante ressaltar que a criança no uso dessas ferramentas digitais esteja acompanhada pelos responsáveis, porque utilização incorreta pode implicar o desenvolvimento físico, psíquico e social. Portanto, quando a criança desconectar do mundo imaginário para mundo real, a mesma priorizara as relações que consentem ao seu convívio familiar.

O domínio das crianças com os aparelhos modernos apresentam uma redução da afetividade na fase infantil, por esse lado a ampliação de uso das mídias digitais levam as crianças desenvolver um imediatismo nos dias atuais, pois não pratica atividades físicas, podendo desenvolver ansiedade por conta das mesmas não conseguirem esperar, devido ao aparelho digital não possibilitar o desenvolvimento das aptidões interpessoais, intrapessoal e sinestésica e espacial (GOMES; MOURA, 2014).

Os aspectos físicos, emocionais e comportamentais do uso excessivo da Internet, conforme documento divulgado pela UNICEF (2017), Fundo das Nações Unidas para a Infância. A influência do mundo digital revela que: um em cada três usuários de internet no mundo é criança. Uma pesquisa atualizada do King´s Colle Londres, feita com 125 mil crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos mostra que uso do celular piora a qualidade do sono e levam a depressão (UNICEF, 2017).

No ambiente familiar, “a criança aprende a administrar e resolver os conflitos, a controlar as emoções, a expressar os diferentes sentimentos que constituem as relações interpessoais, a lidar com as diversidades e adversidades da vida” (WAGNER et al., 1999, p. 63). Essas capacidades sociais e sua figura de demonstração, primeiramente desenvolvidas no espaço familiar, têm repercussões em outros lugares com os quais a criança está inserida, alterando a saúde mental e física destes sujeitos (DELPRETTE; DEL PRETTE; 2001).

Elida Barbosa
Elida Barbosa é psicóloga Clínica, Escolar e Social. Atua na área do desenvolvimento infantil e adolescente. Graduada pela Faculdade Maurício de Nassau. Desenvolve um projeto nas escolas, levando a inclusão dentro da sala de aula. Atua no projeto Reviver espaço terapêutico.

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